segunda-feira, 15 de abril de 2013

PT vai buscar o impedimento do ministro Luiz Fux por ‘assédio moral’


Fux
O Partido dos Trabalhadores marcou, para este sábado, nesta capital, uma reunião do setor jurídico do PT, da qual sairá a proposta de impedimento do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). O PT questiona a conduta do ministro, que, em sua busca por um cargo no Supremo, procurou integrantes do partido, alguns deles réus no julgamento que ficou conhecido como ‘mensalão’, e prometeu absolvê-los.
– Mato no peito – teria dito a um desses interlocutores do partido.
Fux, segundo entendimento inicial dos juristas que integram a legenda, deveria ter-se declarado impedido.
– Ele não poderia ter participado de nenhuma conversa sobre o processo, ter visitado réus. O próprio ministro Joaquim Barbosa já se declarou muito preocupado com o conluio entre advogados e juízes, e o suposto conluio do Fux foi enquanto ele já era ministro do Superior Tribunal de Justiça – disse a jornalistas o coordenador do setorial jurídico do partido em São Paulo, o advogado Marco Aurélio Carvalho.
Em recente entrevista ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, o ex-ministro José Dirceu declarou ter sofrido “assédio moral” por parte de Fux, que o teria procurado com a promessa de absolvição, enquanto buscava a vaga no STF. Fux admitiu, em entrevista também à FSP, ter feitolobby junto a petistas como Antonio Palocci e José Dirceu. Mas, após a entrevista de Dirceu, o ministro do STF afirmou que não “polemizaria com réus”.
A representação do PT será encaminhada ao procurador-geral Roberto Gurgel e, caso ele decida não apresentar a denúncia, será novamente acusado de prevaricação.
Constrangimento
Em recente artigo, publicado aqui no Correio do Brasil, o jornalista Altamiro Borges, coordenador do Centro de Estudos Barão de Itararé, repercutiu a entrevista de José Dirceu à FSP e constatou que as informações divulgadas por Dirceu geraram “constrangimentos no Supremo Tribunal Federal e pode causar reviravoltas no julgamento do chamado ‘mensalão”.
“O ex-ministro do governo Lula confirmou que foi assediado por Luiz Fux, que prometeu absolvê-lo no midiático processo caso conquistasse uma vaga no STF. Este lobby inclui o atual ministro no time dos juízes suspeitos do Supremo, como Gilmar Mendes, e coloca o julgamento em suspeição. Não é para menos que já há parlamentares sugerindo seu impeachment”, afirmou Borges.
O deputado federal Nazareno Fonteles (PT-PI) também acredita que a situação do ministro se complicou com as declarações de Dirceu. O parlamentar apoia a decisão de se impetrar, de imediato, um processo de impedimento contra Luiz Fux.
– Claro que ninguém é proibido de buscar seus interesses, mas aquilo não é postura de um juiz, mesmo que ainda estivesse a caminho do cargo. Parlamentares e outras autoridades já foram punidas por muito menos – argumentou, junto a jornalistas.
“Diante da repercussão da entrevista, os algozes do mensalão saíram em defesa de Luiz Fux. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que o ministro do STF tem “uma história de honradez” e que “o mesmo não se pode dizer de quem o acusa”. Gurgel, porém, deveria ser mais cuidadoso com as suas bravatas. Afinal, ele é acusado de engavetar processos contra tucanos e de usar depoimentos de notórios suspeitos, como Marcos Valério, nas suas acusações. Não é um exemplo de imparcialidade e honradez!”, segue Altamiro Borges.
E continua: “Na mesma rota de fuga, o próprio Luiz Fux tentou se proteger. Do seu olimpo, ele afirmou que “ministro do STF não polemiza com réu” e reafirmou que desconhecia o processo em curso contra José Dirceu quando fez seu lobby. Só os ingênuos acreditam na sua desculpa esfarrapada. Nem mesmo os seus pares no STF levaram seu argumento a sério. Tanto que a própria mídia, que julgou e condenou os réus do “mensalão” antes do Supremo, confirma que a atuação de Luiz Fux “causou constrangimento e desgaste no tribunal. Este novo episódio demonstra que a história do julgamento do “mensalão” ainda não acabou. Novos fatos ainda virão à tona sobre a midiática condenação. Luiz Fux pode até estar se achando o máximo, após alcançar seu sonho de ser ministro do STF”.
O jurista Wálter Maierovitch, em um artigo ao sítio da revista de centro-esquerda Carta Capital, intitulado Supremo constrangimento, também não poupa críticas ao ministro do STF.
“Tenho um amigo que, diante de certas manchetes, não cansa de avisar sobre a inexistência de bala-perdida. (…) José Dirceu sustenta ter o ministro Luiz Fux pedido-lhe apoio na obtenção de uma vaga no Suremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Fux teria dito que votaria pela absolvição de Dirceu. Fux, por seu lado, não negou haver procurado Dirceu em busca de apoio. Mas frisou não ter prometido absolvição até porque nem lembrava a condição de Dirceu de réu no processo criminal apelidado de ‘mensalão’. Aliás, algo impossível de lembrar, pois apenas sabiam as torcidas do Flamengo e do Corinthians. E não houve nenhuma repercussão na mídia sobre o ‘mensalão’ e de denúncia contra Dirceu.
Maierovitch prefere não entrar “em juízos valorativos de relatos. Uma coisa só: Fux estava impedido de participar do julgamento. Assim, temos, no ‘mensalão’, três ministros que estavam impedidos de participar do julgamento: Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. Só que nenhuma das partes apresentou exceções para afastá-los. Os ministros, por outro lado, fingiram não haver obstáculo e, de ofício, não se deram por impedidos. E nem por motivo de foro íntimo. No mês passado, Fux, conforme informou o jornalista Maurício Dias na sua prestigiosa coluna, foi acusado de pressionar a OAB para colocar o nome da sua jovem filha em lista e para concorrer a um cargo de desembargadora no Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro: só para lembrar, Fux foi desembargador no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Cantoria
Em seu Blog da Cidadania, o advogado Eduardo Guimarães também opinou sobre o caso:
“De resto, os outros ministros todos se transformaram em estrelas de um ‘show judiciário’. Aliás, o comportamento adolescente de Luiz Fux, por exemplo, na festa de posse do novo ministro do Supremo, ano passado, quando tomou uma guitarra e desatou em cantoria, assumindo, sem um mínimo de pudor, o papel de pop star, tornou-se emblemático. Um colegiado que é também a instância máxima do Poder Judiciário brasileiro deveria se pautar pela sobriedade. Juiz não deveria ser notícia, não deveria posar para as câmeras, não deveria falar fora dos autos, de forma a inspirar confiança nos seus jurisdicionados, no conjunto da sociedade”, afirmou.
Ainda segundo Guimarães, “um juiz confiável, no que tange sua capacidade de promover justiça, deve ter o comportamento de um sacerdote. Juízes que dão shows e que acompanham o que acreditam ser o “clamor da sociedade” não passam de enganadores, pois não desempenham a nobre função que lhes foi confiada. Quem não se lembra das entrevistas à Globo da ministra Carmem Lúcia durante as eleições do ano passado, quando comandou a Justiça Eleitoral? Nunca tinha visto antes uma midiatização do TSE como aquela”.
“Os membros do STF tornaram-se habitués da mídia, dando declarações sobre tudo, até sobre política, como o ministro Marco Aurélio Mello, que chegou a justificar a ditadura militar criminosa que fustigou o Brasil dizendo-a ‘um mal necessário’. Ou seja: um membro da cúpula da Justiça brasileira justificou uma das maiores injustiças que este país já viveu. É pouco ou quer mais, leitor?”, questiona.

Aumentam indícios de corrupção no governo tucano de Geraldo Alckmin


São Paulo
O secretário da Casa Civil do governo tucano de Geraldo Alckmin, Edson Aparecido, está cada vez mais próximo do empreiteiro Olívio Scamatti, preso na terça-feira sob suspeita de chefiar o esquema de corrupção investigado na Operação Fratelli, da Polícia Federal e pelo Ministério Público, que apura fraudes em licitações em 78 prefeituras do interior paulista. A investigação causa um estrago na tentativa de o governador firmar sua administração como um território livre de dinheiro sujo.
O elo de ligação com as administrações municipais corruptas seria o assessor que trabalhou por oito anos com Aparecido, Osvaldo Ferreira Filho, chamado de Osvaldinho. Ele é uma das 13 pessoas da região de São José do Rio Preto, no noroeste do Estado, presas na sede paulistana da PF. Agentes federais apontam o ex-auxiliar do número dois deAlckmin como intermediário entre a empreiteira de Scamatti, a Demop, que seria a fonte de repasses ilegais de recursos destinados à corrupção nas prefeituras.
Osvaldinho, também segundo os relatórios da investigação, “manteria estreito contato com alta autoridade do governo do Estado, o que facilitaria a atuação do grupo apontado como criminoso para a liberação de recursos”. O próprio secretário Aparecido, homem de confiança do governador Alckmin, foi flagrado em escutas telefônicas realizadas com autorização judicial, nas quais troca informações confidenciais com o empresário. A primeira delas ocorreu em 2010, Aparecido exercia o mandato de deputado federal pelo PSDB. Em uma dessas conversas, o parlamentar tucano alerta ao dono da Demop sobre riscos em uma operação suspeita de fraude.
Aparecido é homem de confiança do governador Geraldo Alckmin
Aparecido é homem de confiança do governador Geraldo Alckmin
Aparecido falava de problemas em um asfaltamento realizado com materiais de baixa qualidade, no município de Auriflama, pago por outra das prefeituras administrada, na época, por integrante do PSDB, o prefeito José Jacinto Alves Filho, conhecido na cidade como Zé Prego. Aparecido aconselha o empreiteiro mandar uma equipe de conservação e máquinas ao local e combinasse com o prefeito para que o remendo fosse fotografado e mandado ao Ministério Público (MP), como supostas provas de que a irregularidade teria sido resolvida. Nos autos da Operação Fratelli, Aparecido encerra a ligação ao empreiteiro com a observação:
– Se abrir processo, a região inteira contamina (sic).
A empreiteira Demop é uma das construtoras mais requisitadas nas cidades do noroeste paulista, a maior parte delas administrada por tucanos, em algum momento do processo. Grande parte das licitações vencidas pela empresa tem alguma suspeita de fraude, de acordo com a investigação da Polícia Federal e do MP paulista.
O secretário de Alckmin ainda não está formalmente envolvido na investigação da PF, embora apareça nas escutas telefônicas com o dono da empreiteira e o seu ex-auxiliar preso, na véspera, durante a batida policial. Mas o dado mais perturbador para os tucanos paulistas, além do rasgo na imagem de probidade que o governo tucano tenta aparentar, é o fato de a Demop ter sido doadora da campanha em 2006 do agora chefe da Casa Civil do Estado. Foram dois repasses legalizados ao tucano, um no valor de R$ 42,4 mil e outro de R$ 49,2 mil, no total de R$ 91,6 mil.
Osvaldinho, que também foi assessor de Aparecido na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, chegou a representar o parlamentar do PSDB quando este era deputado estadual, na primeira metade da década de 2000, em uma reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Batalha e na assinatura de um convênio da secretaria estadual de Habitação com o município de Votuporanga para a realização do asfaltamento de uma avenida local.
Em entrevista a jornalistas, neste domingo, Aparecido admite que manteve contatos com o empreiteiro apontado como chefe do esquema de fraudes em licitações, mas disse que ele “nunca solicitou nada que indicasse qualquer irregularidade”. Aparecido ressalta que as doações de campanha foram registradas e diz confiar na inocência do ex-assessor. “Ele (Osvaldinho) vai responder à altura”, afirmou o tucano.
No inquérito, agentes da PF afirmam que Osvaldinho, hoje proprietário de uma empresa de logística, mantinha “contatos em prefeituras para tratar da montagem de licitações”. De acordo com as investigações, ele era o contato das empresas que seriam convidadas para concorrer nos certamos e apontava os “convênios cujas verbas seriam empregadas em licitações fraudadas”.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Fux ganha festa de 60 anos bancada por advogado


Agência Estado - 12/04/2013 - 12h27





Em meio à polêmica que cerca sua atuação no processo do mensalão, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux vai comemorar seu aniversário de 60 anos com uma recepção para mais de 140 convidados no próximo dia 26, na residência do advogado Sérgio Bermudes, no Flamengo, zona sul do Rio. "Será uma festa do mundo jurídico", define Bermudes, que vai promover o evento como presente ao amigo de 40 anos.
Uma parte relevante da elite do Judiciário - ministros do Supremo, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), desembargadores, juízes, advogados - está sendo convidada. Reunião corriqueira, segundo Bermudes: ele já ofereceu reuniões sociais para o próprio Fux após sua nomeação para o STJ e para Carlos Alberto Direito quando nomeado para o STF. "Fora a entrevista do José Dirceu, não haveria nenhum motivo (para que a festa tivesse repercussão", disse Bermudes.Um dos elos entre os dois amigos é a advogada Marianna Fux, filha do ministro. Também advogada, ela trabalha no escritório de Bermudes e, segundo ele, sugeriu a festa em homenagem ao pai. Marianna quer concorrer a uma vaga de desembargadora no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pelo Quinto Constitucional destinado à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Para isso, precisa estar na lista sêxtupla que será submetida aos 180 desembargadores. Os três mais votados dessa relação serão levados ao governador, que escolherá o novo magistrado. Na festa, a candidata poderá encontrar boa parte do eleitorado e mesmo o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), que apadrinhou a candidatura de Fux pai ao Supremo Tribunal Federal. O prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB) também vai.
Amigos
A comemoração foi anunciada em meio à repercussão de entrevista do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que afirmou ter sido "assediado moralmente" por Fux para ter seu apoio quando concorria à vaga no STF. Na época, Dirceu já era réu no processo do mensalão, e o então ministro do STJ teria prometido absolvê-lo, segundo a versão do condenado à "Folha de S. Paulo". Em resposta, Fux afirmou que ministro do Supremo "não polemiza com réu". Outro elemento do cenário em que ocorrerá a celebração é formado por declarações do presidente do STF, Joaquim Barbosa, que denunciou suposto "conluio" entre magistrados e advogados. O episódio gerou mal-estar entre Barbosa e juízes. Segundo Bermudes, porém, Fux e ele mantêm laços de amizade desde a juventude.
"Somos amigos desde a época em que o Fux era advogado da Shell", contou Bermudes. "Sempre o orientei como processualista. Eu o orientei quando fez concurso para juiz de direito, o orientei quando fez livre-docência para a Uerj e orientei quando fez concurso para (professor) titular da Uerj. Sempre fomos vinculados pelo magistério do processo civil." A amizade começou quando Fux, seis anos mais jovem que o advogado, foi assistir a palestras de Bermudes no antigo Centro de Estudos Jurídicos, nos anos 70 do século passado.

PT DISCUTE NO SÁBADO IMPEACHMENT DE FUX

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GLOBO, QUE APOIOU 64, APLAUDE DITADURA BARBOSA

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QUEM PREGA DESEMPREGO ESTÁ EQUIVOCADO, DIZ DILMA

Roberto Stuckert Filho: Porto Alegre - RS  12/04/2013. Presidenta Dilma Rousseff  durante cerimônia de repactuação do programa Brasil sem Miséria com o RS  Mais Igual e formatura do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Foto: Roberto Stuckert Filho/


Haddad sanciona lei que isenta cobrança da taxa de inspeção veicular


Lei será regulamentada em até 60 dias para definir regras.
Vereadores aprovaram projeto na Câmara há cerca de 20 dias.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), sancionou nesta quinta-feira (11) a nova lei sobre a inspeção veicular que isenta os motoristas do pagamento da vistoria a partir de 2014. O texto entra em vigor nesta sexta-feira (12), data de publicação no Diário Oficial do Município. O projeto de lei foi aprovado em segundo turno pelos vereadores na Câmara no dia 20 de março.
Ainda não foram esclarecidos como será o reembolso da taxa paga aos motoristas e nem qual empresas estarão aptas para fazer a vistoria. A lei será regulamentada no prazo de 60 dias. A lei foi uma das promessas de campanha do prefeito durante o período eleitoral.
O Executivo será responsável pelo plano de controle da poluição veicular, de acordo com as regras atribuídas pelo governo estadual. A inspeção não é obrigatória nos demais municípios do estado e um projeto de lei que trata o assunto tramita na Assembleia Legislativa.
O programa deverá ser periodicamente avaliado e revisto a cada três anos, no mínimo. Entre os itens avaliados estão: a frota-alvo dos veículos conforme embasamentos técnicos e legais; a vinculação com o sistema estadual de registro; a peridiocidade da inspeção; a análise econômica e a integração com outros programas de inspeção.
O texto diz que os fabricantes de veículos deverão comprovar os limites de emissão de poluentes e disponibilizar nas redes de assistência técnicas vinculadas de equipamentos e funcionários habilitados para diagnosticar eventuais problemas de regulagem de motores e emissão de poluentes que circulem na cidade de São Paulo.
Lei
Neste ano, os donos de carros terão o reembolso da taxa de R$ 47,44. A partir de 2014, os motoristas estarão isentos do pagamento. Entretanto, quem for reprovado na análise de poluentes e outros itens terá que pagar o valor, sem direito a reembolso.
Também a partir de 2014, os veículos novos não precisarão passar por inspeção nos três primeiros anos, incluindo o ano em que o primeiro licenciamento foi ou deveria ter sido realizado. A liberação, entretanto, não vale para veículos novos a diesel, que continuarão obrigados à inspeção anual.
Após três anos de uso, ao veículos farão a vistoria a cada dois anos. A inspeção passará a ser anual a partir do nono exercício, quando o carro já tiver dez anos de uso.
A inspeção veicular também passa a ser obrigatória para carros de fora de São Paulo que circulem na capital paulista por mais de 120 dias por ano. A fiscalização deverá ser feita por radares inteligentes e os proprietários terão de pagar pelo serviço. O prefeito quer estancar a perda de recursos por parte da Prefeitura provocada pelo licenciamento de veículos em cidades vizinhas. O licenciamento na Grande São Paulo é uma forma encontrada por proprietários de veículos para fugir da inspeção veicular.
O regime de concessão da vistoria dos veículos - atualmente operado pela Controlar – será trocado e prevê o credenciamento de empresas a serem escolhidas por licitação. Haddad chegou a dizer que a Controlar é uma empresa caça-níquel.
Tatiana SantiagoDo G1 São Paulo