quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Temporal tem ventos de 99 km/h e fecha aeroporto em Campinas, SP


Temporal atingiu a região de Campinas, nesta quarta-feira  (Foto: Luciano Calafiori / EPTV)Temporal atingiu a região de Campinas, nesta quarta-feira (Foto: Luciano Calafiori / EPTV)


A chuva que atingiu a região de Campinas (SP), nesta quarta-feira (9), derrubou árvores, provocou queda de energia e fechou o Aeroporto Internacional de Viracopos por 40 minutos. Segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp, às18h50, os ventos chegaram a 99.9 km/h.
Segundo a concessionária Brasil Viracopos, que adminstra o aeroporto, o vento obrigou o fechamento e alguns voos atrasaram, mas nenhum foi cancelado. Às 19h20, a situação já estava normalizada no terminal de passageiros.
Segundo a Defesa Civil, em Campinas, pelo menos, cinco árvores caíram. As quedas foram no Centro, Parque Eldorado, Vista Alegre, Jardim Chapadão e Nova Campinas.
Internautas relataram granizo no Parque Prado e na região dos Dics e queda de árvore na Vila Marieta. Foi registrado um ponto de alagamento, até as 19h, na avenida Princesa d'Oeste. Alguns carros ficaram presos na enxurrada.
Segundo a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), devido ao forte temporal foram registradas quedas de árvores e galhos sobre a rede elétrica, o que interrompeu o fornecimento para 20 mil clientes na região de Campinas.
Região
Em Indaiatuba (SP), os moradores relataram falta de energia em alguns bairros nesta tarde. Segundo a CPFL, cerca de 100 mil clientes tiveram o fornecimento interrompido nos municípios de Indaiatuba, Sorocaba e Jundiaí. A empresa informou ainda que equipes já estão no local para fazer os reparos.

Em Valinhos (SP), o córrego da avenida Invernada quase transbordou.
fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/11/campinas-registra-ventos-de-94-kmh-durante-chuva-segundo-cepagri.html?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=g1

Quem vai controlar o Presidente Trump?

Donald Trump será constrangido pelo Congresso e pelo Supremo Tribunal – mas ambos terão maioria republicana. O maior poder directo de qualquer Presidente americano é ordenar um ataque nuclear.
O Supremo Tribunal federal AFP

É um dos grandes paradoxos do poder na América: a acção do Presidente está limitada por uma série de mecanismos, especialmente no que diz respeito à política interna, e até nas suas comunicações – Barack Obama só conseguiu manter o seu adorado Blackberry depois de algumas modificações dos serviços secretos. Mas há um poder que se destaca e em que o Presidente decide sozinho e em poucos minutos, sem direito a que ninguém recorra da sua decisão: a ordem de um ataque nuclear.
O sistema de poder dos Estados Unidos baseia-se na ideia de checks and balances, pensado para que ninguém acumule demasiado poder – todos os ramos, executivo, legislativo, e judicial, se podem controlar e refrear. Se o Presidente tem poder de vetar legislação, o Congresso pode, por maiorias de 2/3, anular esse veto; se o Presidente pode nomear os juízes do Supremo, estas nomeações precisam de ser confirmadas pelo Congresso. 
É o Presidente quem assina tratados, mas após confirmação do Senado, e o Congresso pode ainda, por maioria de 2/3, iniciar um processo de impugnação (impeachment) do Presidente – aconteceu duas vezes, com Andrew Johnson e Bill Clinton, mas em nenhuma das vezes o Presidente foi destituído do cargo.
O Supremo Tribunal pode pronunciar-se – se lhe for pedido – sobre a constitucionalidade das acções do Presidente ou do Congresso.
Quem domina o Congresso, o Senado, e qual a maioria do Supremo são assim também essenciais para o poder de um Presidente. Trump vai ter maioria no Congresso, o que lhe poderá facilitar muitos planos, mas nem sempre isso é garantia de ver aprovada legislação que queira. E está sensivelmente a uma nomeação de juiz para ter uma maioria no Supremo (há um magistrado visto como podendo mudar de posição, mas, com mais dois juízes prestes a retirar-se, é mais do que provável que os conservadores consigam uma confortável maioria).
Limites maiores em política interna
Na política interna, os constrangimentos são muito mais visíveis. Na Presidência Obama, a maior vitória legislativa, o programa de saúde conhecido como "Obamacare", foi conseguido quando havia uma maioria democrata do Congresso. O encerramento de Guantánamo ou uma alteração substancial da lei de posse de armas foram intenções fortes – promessas, ou, no caso de Guantánamo, uma ordem – que ficaram por cumprir. Muito mais fácil foi levar a cabo acções de política de defesa: a retirada de tropas do Iraque ou ataques com drones no Paquistão. Afinal, o Presidente é o comandante-chefe das Forças Armadas.
E há uma decisão, em particular, em que ele não pode ser desafiado por ninguém: a ordem de um ataque nuclear, ou, no imaginário popular, o carregar no botão vermelho. Este foi um dos temas da campanha, com a opositora democrata, Hillary Clinton, a questionar se alguém com um carácter tão impulsivo como o do Presidente eleito deveria estar perto deste botão vermelho.
Na verdade, não há um botão vermelho, mas sim uma pasta com uma série de códigos que um responsável com formação e treino especial traz sempre perto do Presidente. Se houver informação de um ataque nuclear em curso aos EUA, o Presidente tem oito minutos para decidir se retalia. Quando o fizer, não há margem para escapar, nem se for contra a opinião do conselheiro de segurança nacional, diz o site Politico: os executantes foram treinados para isso mesmo: obedecer a uma ordem do Presidente, mesmo que esta pareça inusitada. (No entanto, o site acrescenta que Donald Trump já falou várias vezes sobre armas nucleares, classificando-as como a maior ameaça à humanidade.)
Na cena internacional, os Estados Unidos participam numa série de organizações, vinculando-se a vários princípios, que também enquadram a sua política, desde o G7, o grupo dos países mais ricos, até à Aliança Atlântica (NATO), de política de defesa comum.
O poder do Presidente é assim, para o académico Richard Neustadt, “o poder de convencer”. Para isso, argumentou no seu livro Presidential Power, conta com a sua reputação e prestígio para negociar, a nível interno e externo.
Há uma pequena história que é repetida para ilustrar o que manda um Presidente. É uma tirada de Harry Truman sobre o seu sucessor, Dwight Eisenhower. “Vai-se sentar ali [na Sala Oval da Casa Branca] e vai dizer: 'Façam isto! Façam aquilo!' E não vai acontecer nada.”
fonte:http://publico.uol.com.br/mundo/noticia/o-cargo-mais-poderoso-do-mundo-que-afinal-nao-o-e-1750523

A vitória de Trump e a derrota do establishment e da grande mídia

Não existe apenas um distanciamento entre o mundo político e a população, mas entre a grande mídia e a realidade. A vitória de Trump, juntamente com o Brexit, é uma reação do cidadão comum que não se vê mais representado pelo establishemt político, intelectual e midiático. Está na hora de políticos, jornalistas e intelectuais desceram do salto e começarem a entender a realidade em que vivemos de fato antes que sejam ainda mais desacreditados por leitores e eleitores.


Alan Ghani,

09 nov, 2016 12h22

Não existe apenas um distanciamento entre o mundo político e a população, mas entre a grande mídia e a realidade. Ultimamente, a expressão mais utilizada por intelectuais, jornalistas e analistas é: “foi uma surpresa”. Surpreenderam-se com o Brexit, com o não às FARC na Colômbia, com o Trump sendo nomeado nas primárias e, agora, com o fenômeno republicano ganhando as eleições americanas. A capa do Estadão só confirma isso: “Trump surpreende é eleito presidente dos EUA”.

Certamente a vitória de Trump não só surpreendeu o Estadão mas quase todos os veículos de  comunicação que davam a vitória de Hillary como certa.

Vamos parar por aqui porque exemplos não faltam do “grau de acerto” da grande mídia e dos institutos de pesquisa. Diante de tantos erros, a pergunta que não quer calar: por que será que não conseguem enxergar a realidade e erram tanto? Será que não está na hora de intelectuais e jornalistas desceram do salto e dizerem onde é que estão errando em suas análises?

Uma possível explicação para a falta de capacidade da maioria dos formadores de opinião em não enxergar a realidade é misturar análise com torcida, contaminados pelas ideologias progressistas (multiculturalismo, ideologia de gênero,  legalização das drogas, “culpabilização” das polícias, vitimização de bandidos e terroristas, etc..). Logo, qualquer votação que vai contra aos temas progressistas, está lá a grande mídia e as universidades fazendo a sua análise (torcida).

Tais formadores de opinião se surpreenderam com o Brexit, com o não às FARC e com o Trump pelo mesmo motivo: a incapacidade de enxergar as demandas conservadores (no melhor sentido da palavra) do cidadão comum.

O establishment está tão contaminado pela torcida de temas ou candidatos progressistas que perderam a capacidade de enxergar que o povão é conservador. O cidadão médio não está preocupado com os temas progressistas já citados. O João e a Maria no Brasil, e o John e a Mary nos EUA querem saber como pagarão as contas no final do mês, como irão proteger seus filhos das drogas, de criminosos e de terroristas. O povão reza, gosta de FAMÍLIA e curte piada politicamente incorreta. O povão quer emprego para dar saúde e educação para seus filhos e fazer churrasco com os amigos. O povão é real. É justamente essa falta de entendimento das demandas do cidadão médio que impedem os "glamourosos" analistas do Brasil e de Manhattan de fazerem análises e previsões acertadas.

Em julho de 2016, este blog há havia antecipado aqui no InfoMoney o fenômeno Trump (veja aqui). Basicamente, o texto dizia que Trump crescia porque abria um canal de comunicação direto com a população americana: “em tempos da ditadura politicamente correta, da guerra das narrativas, do sentimentalismo tóxico (o argumento recorre mais à emoção do que à razão), o discurso mais cru, mais rasgado, sem meias palavras tem se tornado um diferencial”. Em outras palavras, mesmo que muitas vezes de maneira não polida, Trump propunha soluções concretas para problemas reais; e não soluções abstratas como é típico da esquerda progressista. Por exemplo, no final das contas, muitos americanos sabem que vão se sentir mais seguros com um controle imigratório mais rigoroso capaz de identificar terroristas islâmicos do que o discurso abstrato e multicultural de Hillary Clinton.

Não só este blog  antecipava o fenômeno Trump no InfoMoney. Outros analistas, inclusive, previram a vitória do candidato republicano. Alexandre Borges e Flavio Morgenstern em excelente Podcast no Senso Incomum diziam de uma possível vitória do candidato republicano (aqui). Taiguara Fernandes de Sousa, também. E menção honrosa ao Filipe Martins que fez uma cobertura excelente das eleições americanas -  não só acertando o resultado geral, como a vitórias em quase todos os estados. E, claro, mais uma vez, Olavo de Carvalho cravou a vitória para desespero para da intelligentzia brasileira (será que quando chamam ele de “astrólogo” é pela capacidade de sempre prever o futuro?)

Mas qual é o segredo destes intelectuais, que estão fora da grande mídia, acertarem? Como será que conseguiram prever uma vitória de um candidato que lutava contra toda a grande mídia mundial (CNN, NY Times, The Economist), Wall Street, George Soros, enfim, contra todo o establishmnetn?

Possivelmente porque estes analistas independentes desprezavam toda a análise viesada da grande mídia a favor de Hillary Clinton. Conseguiram enxergar que a maior parte da população, A MAIORIA SILENCIOSA, é conservadora, e Trump falava para este público. Mas ter essa capacidade de enxergar o real não é tão simples: exige muita leitura!

Um bom ponto de partida para quem quer começar a enxergar o real e entender a pauta conservadora no mundo - não naquele sentido pejorativo rotulado pelas esquerdas , - é ler dois ótimos livros (apenas para começar):” O Mínimo que você precisa saber para não ser um Idiota” (Olavo de Carvalho, org. Felipe Moura Brasil) e "O que é ser um Conservador (Roger Scruton)".Tem muito mais para ler, mas este é o ponta pé inicial para começar a entender o mundo em que vivemos, sem cair na armadilha da indústria da desinformação.

Infelizmente, em vez de acadêmicos e jornalistas fazerem uma reflexão, uma autocrítica e buscarem novas fontes de leitura já caíram no mesmo erro de explicar a realidade por abstrações completamente desconexas da realidade: “racismo”,” é o 11/09 invertido (09/11)”, “fim da democracia”, “vingança branca, etc.. “

Em vez de criarem essas “hipóteses subprime” do jornalismo ou da academia, deixo aqui uma ótima sugestão do economista e jornalista Rodrigo Constantino: os que estão "surpresos" com a "inesperada" performance de Trump até aqui precisam sair da bolha em que vivem, abandonar a "análise" (torcida) da imprensa, toda de esquerda, e tentar compreender o fenômeno em curso, que não é contra a globalização, mas contra o globalismo desse establishment podre e corrupto.

Em suma, a vitória de Trump, juntamente com o Brexit, é uma reação do cidadão comum que não se vê mais representado pelo establishemt político, intelectual e midiático. Está na hora de políticos, jornalistas e intelectuais desceram do salto e começarem a entender a realidade em que vivemos de fato, antes que sejam ainda mais desacreditados por leitores e eleitores.

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fonte: http://www.infomoney.com.br/blogs/economia-e-politica/economia-e-politica-direto-ao-ponto/post/5732914/vitoria-trump-derrota-establishment-grande-midia

Americanos e resto dos habitantes do planetinha: apertem os cintos




Errar na análise é chato, mexe com o ego. Sim, eu subestimei Donald Trump e superestimei o eleitorado. Apostei e torci por seu bom senso. Acreditei que os americanos iriam repudiar o populismo reacionário de Donald Trump, que não se tornou da noite para o dia uma pessoa mais preparada para dirigir o ainda país poderoso do mundo, que agora está sendo submetido a um choque. Donald Trump continua perigoso, leviano, um protofascista que esbalda racismo, machismo e xenofobia.



Hillary Clinton era o demônio conhecido. Trump é a incerteza e sua vitória apenas torna mais presente, mais angustiante, o salto para o abismo. Não sou de falar estas coisas no ar, de usar termos tão coloquiais, mas lá vai: o povo de saco cheio disse basta ao status quo, mas e agora? O que Trump tem a oferecer além da destruição da ordem? Os pilares já eram frágeis em um país polarizado, Ainda por cima, Trump investe contra uma ordem mundial igualmente frágil que não pode abdicar da liderança americana.

Trump promete muito e promete coisas erradas como trazer fábricas e empregos americanos que foram exportados graças a globalização ou que desapareceram em razão da automatização. Promete abandonar aliados americanos, lavar as mãos das responsabilidades de uma superpotência, exceto nas bravatas transloucadas para combater o terrorismo. Ademais, ele namora de forma sinistra com um paladino autoritário como Vladimir Putin. E não adianta amaldiçoar os mercados. Eles também votam e estão em pânico no mundo todo. Como Trump vai acalmá-los? Garantindo que vai fazer a America great again, grande novamente?

Trump mentiu como ninguém na epopéia que foi sua improvável e improvisada campanha. Na democracia americana, o poder é dele. É isso que devo aceitar. Só isso. Nada mais. Espero dias sombrios para os EUA e para o mundo. O povo gritou de forma selvagem contra o status quo e foi ouvido. Mas, o voto tem consequências. Americanos e resto dos habitantes do planetinha, apertem os cintos.

fonte:http://jovempan.uol.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/caio-blinder/americanos-e-resto-dos-habitantes-do-planetinha-apertem-os-cintos.html

Triunfo de Trump em 9/11 equivale a novo 11/9

Josias de Souza
O espetáculo confuso que os Estados Unidos proporcionam ao mundo neste dia 9/11 produz efeitos tão devastadores quanto aqueles que se seguiram ao ataque de 11/9. Tomada pela radicalidade das mudanças que pode provocar no mundo, a eleição de Donald Trump é equiparável ao histórico ataque terrorista. A diferença é que, dessa vez, os americanos dispensaram o inimigo externo, produzindo um inusitado autoataque —uma espécie de trumpicídio.
Se o triunfo de Trump ensina alguma coisa é que todas as premissas sobre as quais o establishment americano construiu os seus valores depois da Segunda Grande Guerra estão com o prazo de validade vencido. O isolamento que a opção por Trump representa é um convite do império para que as nações comecem a planejar um novo começo. Mais ou menos como Deus fez depois do Dilúvio.
O sucesso de Trump é um prêmio à mediocridade. Seu hipernacionalismo ressentido, com traços de xenofobia, racismo, isolacionismo e desprezo à liberdade de expressão são sinais de que o mundo pós-9/11 não será o mesmo. Quando escreverem o enredo da geração atual é do topete de Trump que falarão os historiadores, e não da popularidade de Barack Obama, representado na disputa pelo ‘mal menor’ Hillary Clinton, um outro nome para desastre.
Resta agora saber o seguinte: o recomeço que se esconde sob o penteado exótico de Trump é um prenúncio do quê? Seja o que for, o mundo não será melhor do que já foi. Um presidente dos Estados Unidos que diz não acreditar no aquecimento global e que guindou à condição de prioridade a construção de um muro na fronteira com o México pode resultar em qualquer coisa, menos em coisa boa.
fonte: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2016/11/09/triunfo-de-trump-em-911-equivale-a-novo-119/

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